Eu lembro até hoje quando comprei
I Am Number 4. Eu não, a
Nathy. Durante a aula de Direito Civil, meu celular toca e lá vou eu, fora da sala, atender dona Nathy. Ela estava meio histéirca
“Kari! KARI! IAMNUMBERFOURPOR26REAIS!” e bem, hard cover por 26 pilas e estava recebemdo ótimas reviews... Por que não? Compra, Nathy, compra! xD
Beeem... como eu disse no post passado, o que falar? Por onde começar? Infelizmente, os defeitos são maiores que as qualidades, então vou começar por eles.
O que mais me incomodou no livro é que os personagens são muito, muito vazios. Sabe? São rasos. Você lê, lê e pensa
“sim, filho, e daí?”. Eles não têm um traço de personalidade. Pra você ver, eu achei o cachorro o personagem mais profundo e original do livro... e a menina que aparece lá pro final (não vou detalhar né, senão é spoiler :3) não conta, por que ela é awesome e só aparece nas últimas páginas! O
Four é whatever, a
Sarah é whatever e até o
Henri é whatever!
Por outro lado, eu gostei muito da idéia de matar por números. Não entendeu? Deixa eu explicar... 9 aliens bonzinhos vieram para a Terra e, atrás deles, outra espécie de aliens malvadinhos (os
Mogadorians), querendo matá-los. Os últimos só podem matar os primeiros em ordem crescente: o 2 só pode ser morto depois que matar o 1, o 3 depois que matar o 2, e por aí vai. E o livro começa com a morte do 3, logo... Four, nosso garoto principal, está preste a ser caçado. Achei isso suuuper legal e bem pensado! Tipo, um ótimo sistema de proteção, levando em conta que os 9 se espalharam pela Terra e ninguém sabe onde eles estão :D
Porém,
Lorien, o país de origem dos nossos aliens bonzinhos, é
MUITO chupadinho da Terra. É praticamente a mesma coisa, só que menor e alguns de seus habitantes desenvolvem poderes – sim, gente, poderes. Por que né? Aí não seria suficientemente ~sobrenatural~! Mas gente... não cai naturalmente, entende? Parece forçado. Out of place. E sem contar que os poderes do Four são bem, er, hm, meio estúpidos: eles pode mover objetos com a mente (ok, esse é maneiro, né? Tá perdoado!), pode emitir luz com as mãos ( WHAAAAAT?), é resistente ao fogo (beleza, NOT SO BAD, mas ó, numa batalha, what’s the point?) e... não, calma, gente, esse é o melhor!... e... FALAR COM OS ANIMAIS. SÉRIO. COM OS ANIMAIS.
AIJESUSDOCÉU.
O romance do Four e da Sarah é a coisa mais sem graça, sem sal, chupada,
Zzzzzzzzz de todos os tempos! E olha que
Calafrio tai, pra provar que romances fofos e inocentes podem SIM ser fucking awesome. Não é o caso – além do Four não ser lá grande coisa, a Sarah é simplesmente... PAPA. MARIA-MOLE. NATA. Tipo, nossa, se ela não existisse, não mudaria EM NADA o livro.
Mas o livro é levinho e gostodo de ler. Apesar de todas essas coisas ruins que eu citei, é a típica leitura de férias (por isso a foto :D), quando você só quer algo pra te entreter enquanto deita na areia/beira da piscina e quer matar o tédio. Eu recomendo em partes – se você não estiver esperando nada demais nem pensar que é a grande próxima sensação. Mas, olha, eu pensaria duas vezes ;)
ps. Eu vi muita gente gostando dele. Por isso que eu recomendo em PARTES: gosto é que nem aquilo que você sabe o que, né? Alguns podem amar, outros odiar. Por isso que você deveria ler e decidir por si mesma(o)!
+ O filme vai ser lançado em Fevereiro nos EUA. Clique
aqui para ver o trailer legendado!
+ O segundo livro,
The Power of Six, só sai em Agosto de 2011. Então, pra galera que ama a série, long wait né :(
+
Pittacus Lore não é o nome verdadeiro do escritor - na verdade, o mesmo é um personagem do livro. Quem escreve são dois caras que eu fiquei com preguiça de ir pesquisar os nomes :D